Propostas
Propostas concretas para uma inclusão de verdade.
Ações práticas para pessoas com deficiência e neurodivergentes em São Paulo, construídas a partir de quem vive essa realidade todos os dias.
01 Programa Estadual "Mente Sã, Corpo Ativo" (Saúde Mental Integrativa no SUS)
Promove saúde mental no SUS com atividades físicas, meditação, ioga e arte-terapia em unidades de saúde e espaços públicos.
Esta proposta transforma o tratamento de saúde mental no estado, unindo a psicologia tradicional a práticas integrativas nas unidades de saúde e praças públicas.
Atividade Física e Práticas Integrativas
Garantir que os CAPS e as UBSs ofereçam atividades físicas, ioga, meditação e arte-terapia, como música, pintura e teatro, no tratamento de ansiedade, depressão e outros transtornos.
Praças da Saúde Mental
Criar incentivos para que os municípios transformem praças públicas em polos de promoção da saúde mental, com atividades gratuitas orientadas por profissionais de educação física e terapeutas.
Por que é forte
Humaniza o atendimento do SUS, promove bem-estar, reduz a dependência de medicamentos e ocupa os espaços públicos de forma segura e saudável.
02 Zerar a fila de diagnósticos e terapias para pessoas atípicas
Criar um programa estadual para reduzir a espera por consultas, diagnósticos e terapias, garantindo atendimento mais rápido pelo SUS.
Hoje, famílias esperam meses, às vezes anos, por uma consulta de avaliação, um diagnóstico ou o início de uma terapia essencial pelo SUS.
Esse tempo perdido é desenvolvimento que não volta: quanto antes uma criança atípica tem acesso a acompanhamento adequado, maiores são suas chances de autonomia e qualidade de vida.
Como pai atípico, Denis viveu na pele a angústia de esperar por respostas que deveriam ser rápidas e nunca são. A proposta é criar um programa estadual dedicado a reduzir essa fila: mais profissionais contratados, mutirões de avaliação, parcerias com universidades e hospitais universitários, e metas públicas de tempo máximo de espera, com transparência sobre os números pra sociedade poder cobrar.
03 Garantir mediadores e profissionais de apoio nas escolas
Assegurar que todo estudante que necessite de acompanhamento tenha o profissional disponível desde o primeiro dia de aula.
De nada adianta garantir a matrícula se o estudante chega na escola e não tem o profissional de apoio que a lei já assegura. Hoje isso costuma depender de sorte: da gestão da escola, da região, do momento do ano letivo.
A proposta é tratar a contratação de mediadores e profissionais de apoio como obrigação de Estado, não item que sobra no fim do orçamento, com planejamento anterior ao início do ano letivo, para que nenhuma criança comece as aulas sem o suporte que precisa desde o primeiro dia.
04 Combater a discriminação e a recusa de matrícula
Punir escolas que dificultem ou neguem a matrícula de estudantes com deficiência ou neurodivergentes, garantindo inclusão de verdade.
A recusa de matrícula de crianças com deficiência ou neurodivergentes é ilegal, mas continua acontecendo, de forma velada, com desculpas administrativas, ou simplesmente pelo silêncio da escola. A proposta é criar mecanismos reais de fiscalização e punição para instituições que pratiquem esse tipo de exclusão, com canais claros de denúncia para as famílias e consequências efetivas para quem descumprir a legislação, porque inclusão que depende de boa vontade não é inclusão, é privilégio.
05 Criar a Bolsa Cuidador Atípico
Defender um auxílio estadual para famílias que precisaram deixar o trabalho para cuidar de filhos ou familiares com deficiência.
Muitas famílias, na maioria mães, precisam abandonar o emprego para cuidar em tempo integral de um filho ou familiar com deficiência, perdendo renda justamente quando mais precisam de estabilidade. A Bolsa Cuidador Atípico é uma proposta de auxílio financeiro estadual para reconhecer esse trabalho de cuidado como o que ele é: essencial, exaustivo e hoje invisível aos olhos do Estado. Não é caridade, é reconhecimento de uma função social que sustenta famílias inteiras.
06 Levar serviços públicos para perto das famílias
Implantar o Poupatempo Atípico Itinerante, oferecendo emissão de documentos, perícias e orientação em bairros, periferias e cidades do interior.
Emitir um documento, marcar uma perícia ou conseguir orientação sobre direitos não deveria significar hora de viagem, fila e um dia inteiro perdido, principalmente pra quem já lida com as dificuldades de mobilidade e rotina de uma família atípica. O Poupatempo Atípico Itinerante leva esses serviços direto para bairros, periferias e cidades do interior, com atendimento pensado para as necessidades específicas dessas famílias, em vez de exigir que elas se adaptem a uma estrutura pensada para outra realidade.
07 Mais acessibilidade nas ruas e no transporte
Fiscalizar ônibus, trens e metrô, ampliar calçadas acessíveis e garantir mobilidade com segurança e autonomia para todos.
Autonomia começa na rua: calçada esburacada, ônibus sem elevador funcionando ou estação de metrô sem sinalização adequada não são detalhes, são barreiras que decidem quem consegue sair de casa sozinho e quem não consegue. A proposta é fiscalizar de fato o cumprimento das normas de acessibilidade em ônibus, trens e metrô, ampliar calçadas acessíveis nas regiões mais esquecidas, e tratar mobilidade com segurança e autonomia como direito de todos, não como reforma que sempre fica pra depois.
08 Mais oportunidades de trabalho para pessoas com deficiência
Incentivar empresas que promovam inclusão real, valorizem carreiras e ampliem a contratação de pessoas com deficiência.
Cumprir cota não é o mesmo que incluir. A proposta é incentivar empresas que vão além da obrigação legal, que constroem ambientes de trabalho de verdade acessíveis, oferecem plano de carreira e valorizam pessoas com deficiência pelo que elas entregam, não como número de compliance. Isso passa por incentivos fiscais, parcerias com o setor produtivo e programas de capacitação profissional voltados especificamente para esse público.
09 Valorizar os professores e cuidar da saúde mental nas escolas
Defender melhores condições de trabalho, apoio psicológico, formação continuada e salas de aula mais adequadas para uma educação de qualidade.
Educação inclusiva de verdade também depende de quem está na sala de aula todos os dias. Professores enfrentam turmas cada vez mais desafiadoras com cada vez menos suporte, sem formação continuada adequada, sem apoio psicológico, sem estrutura física condizente com a diversidade dos alunos. Denis é professor de História há quase duas décadas e sabe, na prática, o que falta: a proposta é defender melhores condições de trabalho, acompanhamento psicológico disponível de verdade, formação continuada contínua (não pontual) e salas de aula equipadas pra receber todos os estudantes.
10 Combater o capacitismo em todo o Estado
Criar políticas de prevenção, canais de denúncia e capacitação dos servidores públicos para combater a discriminação contra pessoas com deficiência e neurodivergentes
Capacitismo não é só a barreira física, é o comentário, o olhar, a suposição de incapacidade que pessoas com deficiência e neurodivergentes enfrentam todos os dias, inclusive dentro de repartições públicas que deveriam servi-las. A proposta é criar políticas estaduais de prevenção, canais de denúncia acessíveis e de fato funcionais, e capacitação obrigatória dos servidores públicos, para que o primeiro contato de uma pessoa atípica com o Estado seja de acolhimento, não de mais uma barreira a vencer.
11 Construir um São Paulo mais inclusivo, humano e acessível
Trabalhar por leis que garantam dignidade, respeito, autonomia e oportunidades para todas as pessoas, fortalecendo as famílias, a educação, a saúde e a cidadania.
Essa é a proposta que resume todas as outras: um mandato comprometido em transformar dignidade, respeito e autonomia de princípio abstrato em lei, orçamento e política pública de verdade. Fortalecer famílias atípicas, garantir educação que não deixa ninguém pra trás, saúde que chega a tempo e cidadania que inclui, não como discurso de campanha, mas como o trabalho de cada dia de um mandato que nasce da vivência real de quem conhece essas dificuldades por dentro.
12 Lei "Esporte para Todos" (Esporte Inclusivo como Política Pública de Prevenção)
Promove esporte inclusivo para prevenir doenças, fortalecer a saúde e integrar pessoas com deficiência, idosos e populações vulneráveis.
Esta proposta trata o esporte não apenas como lazer, mas como uma ferramenta de saúde pública e inclusão social, capaz de prevenir doenças, promover reabilitação e integrar populações vulneráveis.
Centros Estaduais de Esporte Inclusivo (CEEIs)
Criar ou adaptar complexos esportivos públicos para oferecer atendimento adaptado e especializado a:
Pessoas com deficiência, autistas e pessoas com TDAH: profissionais capacitados em neurodesenvolvimento e inclusão pelo esporte. Idosos: atividades de baixo impacto para prevenir doenças cardíacas, osteoporose e isolamento social. Pessoas em situação de vulnerabilidade social: projetos no contraturno escolar para jovens da periferia, contribuindo para a prevenção da criminalidade. Selo Município Amigo do Esporte Inclusivo
Criar repasses extras de verbas estaduais, por meio do ICMS Ecológico ou de fundos de desenvolvimento, para municípios que atingirem metas de inclusão esportiva.
Por que é forte
O esporte ajuda a reduzir filas no SUS ao prevenir infartos, AVCs e agravamentos de saúde mental. Também acolhe famílias de pessoas com deficiência e autistas, que muitas vezes se sentem invisíveis para o poder público.
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